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um blog sem nenhum compromisso com a verdade e/ou sanidade
Às vezes meus amigos reclamam que sou muito tÃmida, meio antipática até, não gosto de conhecer gente nova. O que eles não sabem é que ser simpática é uma merda. Estava ontem, feliz e saltitante, ouvindo música, enquanto me encaminhava para minha prova. Ia bem desligadona, viajando mesmo na música, quando senti um cutucão no braço. Era a Polvi.
[flashback]
Tenho um amigo que é amigo de todo mundo. Ele me convidou pra uma festa, me apresentou pra várias pessoas, entre elas uma guria - vamos chamá-la de Débora. Ele avistou uns outros conhecidos e foi lá falar com eles. Eu tava sentada, cansada de tanto dançar, então sentada fiquei. A tal da Débora tava do meu lado, e começou a puxar assunto. Como esse fato ocorreu numa época que eu ainda era fofuxinha e simpática, conversei com ela. A guria se grudou em mim a noite toda. Tentei fugir por diversas vezes, mas quando me virava, lá estava a Débora. Chata pra caramba, chegou uma hora que eu só dava umas risadinhas e “aham” enquanto ela falava. Me desliguei e tomei umas cubas, daà tudo ficou lindjo :F
Desde então a guria juuura que é minha amiguxa.
Isso aconteceu no verão de 2005, acho. Nem lembrava mais da tal guria. Até primeiro dia de aula, quando cheguei na sala, e esse meu amigo disse: “Gaby, você não vai acreditar em quem ficou na nossa turma!”
(música de terror)
“A DÉBORA!”
Felizmente a Debora tem outros amigos; então na sala era só sentar beeem longe dela que tava resolvido. Mas claro, sempre pode ficar pior. A casa dela é exatamente no meio do meu trajeto pra escola. Então, eventualmente eu sou obrigada a agüentar a guria, à s 7:00 da manhã. Ninguém merece. Pelo menos isso é bem eventualmente mesmo, porque eu descobri que ela gosta de ir meio tarde pra escola, então eu vou beem cedinho *hihihi*. O único problema é quando eu me atraso. Se nem os planos infalÃveis do Cebolinha dão totalmente certo, por que o meu ia dar?
Depois de eu ter contado tudo isso pra minha melhor amiga, e ela ter rido da minha cara por aproximadamente 3 minutos, apelidamos a moçoila de Polvi - um polvo de papel machê muito feio que nós tinhamos feito pra um trabalho de Artes, há um tempão atrás. O apelido pegou :D
[/flashback]
Se tem uma coisa que eu odeio que façam é me tirar das minhas viagens. Sabe, quando a pessoa fica com aquele olhar fixo, vago, pensando na morte da bezerra? Então. E eu adoro viajar enquanto eu ouço música. Se ainda fosse algum amigo, mas a Polvi! NÃO! ¬¬”
Não sei se consegui disfarçar a minha cara de “masputaquepariu, que azar do demônho”, e lá veio ela pelo caminho falando merda. A Polvi além de mega chata, é hipocondrÃaca. 15 minutos falando das doenças dela (anemia falciforme, gastrite, pobrema nos rins…), e sobre como ela tava nervosa pra prova, porque o conteúdo é difÃcil, e blablabla. Outra coisa que eu odeio - quando chega um retardado e fica falando coisas como “puxa vida, como tu tá com cara de doente :/” ou “puxa vida, acho que isso não vai dar certo :/”.
Tuudo bem, acelerei o passo, chegamos no colégio e ela foi pra outro lugar. Soltei um puta sorriso quando ela disse “ahh então tchau!”. Fui pra minha prova aliviada e tal. Voltei pra casa porque tinha esquecido de pegar o material pra aula de fÃsica, e acabei por me atrasar. Cheguei lá em cima da hora, só tinham dois lugares disponÃveis: um embaixo do ar condicionado, e outro no canto. Entre a parede e quem, eu pergunto?
(música de terror)
Polvi.
O professor ainda não tinha chego. Faltavam só dois minutos pra começar a aula. Lá fui eu. Agora o assunto era a irmã mais velha, que era uma chata e lalalá. Abre a porta, eu suspiro aliviada achando que é o professor. Na verdade é a secretária, avisando que o carro do professor quebrou, mas ele já chamou o guincho e em mais ou menos meia hora ia chegar.
Meia hora. O_O
Não me lembro a última vez que eu olhei tanto no relógio. Achei até que ele tinha quebrado. Porra, duas num dia só? Não é possÃvel! Ela ficava ainda me perguntando coisas, o professor dizia “2+2=4″, lá vinha ela “2+2… é quatro né?”
Dessa vez não tinham nem umas cubitas pra me ajudar u_ú
Na saÃda, ela ficou copiando sei lá o que. Literalmente esmaguei o material na bolsa, nem me despedi dela direito. Disse tchau e saà correndo como uma louca pelo centrão, pra dar uma distância beeeeeeeeem grande dela. Um monte de gente me olhou estranho na rua, achando que eu era uma trombadinha ou ia perder o ônibus. *suspiro*
E é por isso - e por muitas outras - que eu sou assim, chatinha e anti-social.