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Jogando o melhor jogo de todos os tempos, Super Mario World, eu percebi algo incomum. O mundo real tem semelhanças assustadoras com o meu joguinho preferido.
O grande objetivo do jogo é ganhar do Bowser e salvar a princesa Peach. Podemos interpretar o chefão como a conquista de algum grande objetivo ou o confronto com o medo. A princesa representa o amor, a felicidade, e todo o glamour da realeza.
No entanto, para conseguir chegar lá, é necessário passar por diversas fases e enfrentar outros chefões não tão horripilantes. E em cada fase conquistada, aprende-se algo novo, melhoram-se as habilidades e tudo fica mais difÃcil. Eu aprendo a tomar cuidado com as tartarugas do mal e plantinhas que soltam fogo. Aprendo a hora de abaixar e esperar e a hora de pular com força na cabeça daquele jogador de futebol americano do mal.
Em algumas fases, o objetivo só é conquistado se houver um parceiro - Yoshi, o dragão cabeçudo com estômago de aço. Às vezes, ele mais ajuda do que atrapalha. Tem umas fases em que ele não dura até o final, tem outras que consigo manter o mesmo por muito tempo. Existem vários tipos de Yoshi, que são encontrados em estágios diferentes do jogo. Quanto mais progrido, mais legais e habilidosos são. É verdade que tem alguns que são meio inúteis, mas sem essa variedade, o jogo seria mais difÃcil, e certamente menos divertido.
Algumas fases parece que não vão ser conquistadas nunca. Quando me descuido, acabam-se minhas tentativas e dá “game over”, e, a não ser que o Luigi me dê outra chance, preciso começar denovo.
Depois de muitas tentativas fracassadas e noites em claro bolando estratégias, consigo finalmente partir para o próximo estágio. Gosto tanto de algumas delas que jogo novamente, mesmo sabendo que é perda de tempo. Outras, depois de conquistadas, perdem-se para sempre.
Pontes são criadas, castelinhos são destruÃdos, e oceanos são atravessados. E sigo rumo ao Bowser, buscando pela Peach.