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25 de julho de 2008
Nem toda alemã se chama Helga
postado às 19:27 em Nuvem Chucrute. 28 comentários.

Não sei se eu cheguei a comentar aqui, mas eu fui pra Alemanha sem saber falar uma palavra de alemão. Tá, mentira. Eu sabia falar duas: “guten Morgen” e “schnaps”, “bom dia” e “destilados em geral”, respectivamente. Só. Isso já era mais que o suficiente para que eu me sentisse uma canadense no carnaval. Além da barreira linguística, os alemães são simplesmente bizarros, como já deu pra sentir no post anterior sobre a minha “mãe hospedeira”.

Não demorou muito pra que eu me acostumasse a não entender porra nenhuma do que falavam ao meu redor. O que mais me chocou mesmo foram eles… os alemães. Eles são estranhos em muitos sentidos. Justamente por isso, quando voltei, meus amiguxos do terceiro mundo me encheram de perguntinhas supimpas sobre esse povo tão peculiar. Reuni as melhores, e montei um true/false que chamo de…

…NEM TODA ALEMÃ SE CHAMA HELGA! (porque eles ficavam chamando a minha Gastmutter de Helga o tempo todo).

Todos os alemães são loiros, altos, esbeltos e rudes.
Mentira. Essa foi uma das minhas maiores decepções. Eu realmente esperava ser recepcionada por um cara tipo esse no aerporto. E quem me esperava era um asiático gordo e seboso. Ou seja, existem sim altos, loiros, sensuais e musculosos, mas são relativamente raros. Já quanto a parte de serem rudes, discordo totalmente. Não são simpáticos como nós somos, mas são sempre, no mínimo, educados.

Alemães são gordos.
FAAKE! Existem alemães gordos, mas acredite: a maioria é “normal”. A não ser aqueles clááássicos tiozões fregueses de botecos (por lá, Biergartens) que existem em qualquer lugar.

Eles amam cerveja.
Sim. Eles tomam como se fosse coca-cola, na rua, no jardim, assistindo TV… e, pra variar, a minha Gastmutter ficou totalmente chocadza quando eu disse que não era lá muito fã de cerveja. Mas tomei tanto que acabei por me acostumar.

Eles são preconceituosos.
Sei lá. Sempre me trataram muito bem, mas eu também não tenho muito cara de terceiro mundo, hihihi.

Tem punks bizarros pra todo lado
Muito pior. Tem EMOS. Sério, nunca vi tanto emo por metro quadrado. E daqueles que são raça ruim mesmo, com lágrima canto do olho desenhada com lápis - ou delineador, sei lá -, andando em bandos de pelo menos 5 e cheios de listras, xadrez, viadagem e preto. Punks mesmo eu só vi em Colônia, e eles eram daqueles que assam criancinhas pra comer depois de ter dado um tapa na pantera.

Lá o RBD não faz sucesso, então os adolescentes tem um mínimo de bom senso.
Pois é, eles nem sabem o que é RBD. Infelizmente, a versão européia de bandinha-pop-sucesso-teen é um gazilhão de vezes pior - justamente pela superpopulação de pré-adolescentes emuxitos. Apresento a vocês a fabulosa…

só gatinhos, hein.
Tokio Hotel.

Pois é, são todos meninos. Sério, pode googlear. Nunca me dei o trabalho de ouvi-los. Fiquei passada ao ver que eles conseguiram igualar a tosquisse do similar latinoamericano.

Os alemães são trabalhadores, pontuais e corretos.
Totalmente verdade. Chega a ser irritante até.

Eles pensam que nós moramos na selva e andamos pelados pela rua.
Não. Mas eles ficaram chocados ao saber que eu nunca fumei nada, nunca fui assaltada nem uma vez e não faço idéia de quem seja o lateral-esquerdo-diagonal-volante-pára-brisa da digníssima Seleção. Ah, quase apanhei por não ter visto “Cidade de Deus” (tá, essa eu mereci).

As européias usam muita maquiagem.
Muita é apelido. Elas saem cheias de rímel, base, lápis e o escambal pra trabalhar, pra ir pra escola, pra fumar um cigarrito na sacada. Eu, que não uso absolutamente nada de maquiagem, me sentia pelada e inútil por não saber nem fazer uma linha homogênea e reta com o delineador, sendo que aquelas vacas faziam isso ao acordar. Eu mal consigo pentear o cabelo de manhã!

Eles são ecologicamente conscientes.
Mais ou menos. Jogam muito lixo no chão e fumam muito, mas muito mesmo. Todo mundo fuma, desde os emuxos de 15 anos até as tiazinhas estilo Hebe Camargo. E os dimenor ainda tem a coragem de pedir pros mais velhos comprarem cigarro. Com relação a água, luz e etc., eu só acho que eles economizam porque é caro pra burro.

O Brasil está na moda.
Pois é. Tanto que a primeira vez que ouvi a “Dança do Créu” foi numa boate de lá - e ver as gringas “rebolando” foi simplesmente ASSUSTADOR.

Eles fedem e peidam.
Sério, se você estiver no metrô na hora do rush e sentir aquele cheiro de humanidade, pode apostar que é imigrante. E quanto a peidar… é por isso que dá pra abrir a janela dos vagões do metrô (nojinho).

Espero ter ajudado você, leitor miguxete, a conhecer um pouco mais da fabulosa cultura germânica. Ainda acha que todas as alemãs se chamam Helga? Deixe sua perguntinha sensual aí nos comentários que eu respondo. E o próximo post será totalmente dedicado à elas, as fabulosas, inigualáveis, incomparáveis e, principalmente, inacreditáveis… criancinhas alemãs!



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