nuvempimenta.org
um blog sem nenhum compromisso com a verdade e/ou sanidade
Sentada em cima do seu trono, banhada pela luz dourada do crepúsculo apocalÃptico, ela ouviu a voz misteriosa: “vê? Daqui até onde toca o sol, é tudo teu!”. Ela riu. Era dela! As pradarias e os bosques, os lagos pacÃficos e as quedas d’água. Era ela!
Do alto do castelo, podia observar tudo o que se passava no reino. Desde a formiga que carrega a folha, até a plebéia colhendo amorinhas silvestres. Gostava disso - de poder olhar, saber, premeditar ações e reações.
Vivia, flutuante e indiferente, seus dias iguais com acontecimentos previsÃveis. Nada a surpreendia - tinha sempre a resposta inteligente, a solução maquiavélica. Se não tivesse, alguém a socorreria num piscar de olhos. Quantas vezes ajoelharam-se súditos diante dela, que afirmavam nervosos “vossa majestade não faz idéia do que aconteceu!”. E ela ria.
Não só sabia o que tinha acontecido, como já tinha providenciado a solução, antes mesmo dos plebeus adentrarem o castelo. Era superior, soberana. Nada ocorria no reino sem o seu conhecimento. Orgulhava-se do controle absoluto que exercia.
Num dos seus rotineiros passeios com roteiros pré-estabelecidos, a rainha fez uma coisa que jamais fazia: olhou pra trás. Não satisfeita, virou-se, para observar melhor o sombrio do jardim do castelo. O castelo possuia um belÃssimo gramado, flores das mais variadas cores e espécies. No entanto, havia um lado esquecido - nada crescia naquele pedaço, pois a sombra do castelo impedia.
Caminhou lentamente na direção do jardim. Nunca havia reparado nele, o que era estranho. Finalmente, ela não sabia o que a esperava. À medida que se aproximava, a atração que o desconhecido exercia sobre ela aumentava.
Ao chegar lá, a única coisa que realmente a surpreendeu foi a existência de um rio. Largo, revolto e turvo. Como nunca o tinha percebido? Ajoelhou-se na margem, tentando ver alguma coisa dentro do rio. Jogou uma pedrinha, que rapidamente foi carregada pelo fluxo das águas e sumiu.
Enquanto ela olhava fixamente o rio, magnetizada pela força da correnteza, novamente foi surpreendida. Algo brilhante emergiu, deu uma cambalhota e mergulhou novamente. Estava tão concentrada nos seus pensamentos, que o pulo do ser estranho a fez soltar um grito. Aproximou-se ainda mais da margem do rio, esperando que a criatura pulasse novamente. Queria identificá-la. Precisava.
Como se estivesse respondendo aos chamados da pequena, a criatura novamente deu um salto. Agora mais ousado, mais alto, proporcionando à rainha alguns segundos para contemplá-lo. Era a coisa mais linda e estranha que ela já tinha visto. E no auge do pulo, a criatura parou, suspensa no ar. A rainha inclinou-se tanto para admirá-la, que por um milagre não caiu na água. E o bichinho tornou a mergulhar.
Ele era de um azul-celeste e brilhava de uma maneira singular. Pela primeira vez em sua adorável e aristocrática existência, ela não sabia o que fazer. Ela não fazia idéia do que era o bichinho, de onde sai a nascente do rio, porque insistia em ficar olhando pras águas turvas na esperança de que outro daqueles seres se revelasse.
Não sabia quanto tempo ficou ali. Só desistiu de esperar quando as primeiras estrelas começaram a surgir naquele céu que ela conhecia tão bem. Contrariada, voltou ao castelo.
Experimentou outra sensação estranha: o medo do desconhecido. Durante dias, voltou à margem do rio para tentar ver a criaturinha novamente. Durante as noites, não conseguia dormir. Tal bicho exercia sobre ela uma espécie de encanto. Precisava, pelo menos, saber o que era!
O que realmente a intrigava é que, ao pensar que finalmente não tinha uma resposta, vibrava de excitação. O medo, a adrenalina, ela gostava! De repente, toda a muralha de achismo e superioridade que ela tinha erguido ao redor de si ruiu. Foi iluminada pela possibilidade de não saber o próximo passo. E era reconfortante!
Finalmente tomou uma decisão. Munida de óculos de mergulho, pés de pato e um snorkel, seguiu até o rio. Seus passinhos cambaleantes e indecisos logo se tornaram numa corrida quase desesperada. Caiu ajoelhada na margem. O rio estava mais bravo que o comum. O que aconteceria com ela se pulasse? Poderia morrer! Aterrorizada pela idéia ridÃcula que teve, ela colocou seus apetrechos de mergulhadora no chão e levantou.
E mergulhou. De cabeça.
É isso que move a raça humana. E os elfos. ^~ Bonito meio de mostrar isso. Write a book.
ai, gaby, mentira que vc viu meu nome na capricho e ficou orgulhosa! hehe mas eu tb nem acreditei… =D e o texto é lindo, cara, vc escreve suuuper bem! mas, afinal, como foi de vestibular?
Nossa, você devia ser escritora, menina! rs
Lindo texto, parabéns. :D
:*
vc deveria fazer um livro. tem uma criatividade enorme!
vc comecou a namorar? aheuheuheau ou eh so mais um texto intrigante?
Hey Gaby. =p
Realmente, esse é um lindo texto e com um fim que até nos espanta e nos mostra a realidade que nos leva a continuar sempre querendo descobrir novos caminhos e novas respostas para as mais imagináveis perguntas.
Nem todos nós sabemos de tudo e estamos preparados para tudo e às vezes, quando notamos isso, quando nos aárece um problema, reagimos e nos fortalecemos! Devemos estar preparados sim, mas pelo imprevisto.
Parabéns mesmo pelo texto. Está perfeito. xD
Então é isso.
:*
Boa semana e até logo!
Depois comento mais aqui.
oii tudo bom?
muitoo bom o texto.. tbm não podia ser diferente, vc escreve muito bem! parabéns (y)
tava com saudades dos seus posts.. ficou muito tempo sem postar!
beijoss ;** t+
Yeah !
Tb tô querendo igual a princesa, algo novo !!!!!!!
Principalmente no meu trabalho ! rotina =P bleh
Beijão Gaby
como sempre maravilhosos seus textos
Caraca, ela largou os negócios e se jogou? Corajosa.
Teremos continuação? =D
Acho que no meu caso as coisas acontece ao contrário, quando eu olho pra trás tudo sempre parece mais bonito e quando tento ver o que vem a frente eu fico totalmente, totalmente… Acho que nem tenho palavras para isso!
Ah, Gaby não sabe a vontade que tive de ilustrar esse textinho!
Aaaaaaaaaaaaah, precisava de mais um parágrafo esse post, estou curiosÃssimo! kkkkkkk
O que era o tal bichinho, afinal?
hahaha… eu amo esse blog! :D
saudades de ler isso aqui… Eai, como foi o vestibular Gaby?!
Ah, curti muito o novo nome, criativo ao cubo! haha
Beijos.