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um blog sem nenhum compromisso com a verdade e/ou sanidade


Gabriela Cravo e Canela

O fato é que por mais que a minha essência seja imutável, eu tô sempre mudando de idéia. Afinal, as mulheres são tão volúveis quanto uma pluma ao vento. Ou não. Tem coisas que eu quero há tanto tempo que já nem lembro mais, e continuo querendo até hoje. Também tenho uns desejos, uns planos, uns conceitos e umas idéias que desaparecem exatamente do mesmo jeito que surgiram - totalmente aleatórios e inexplicáveis.

Talvez porque eu seja assim, aleatória e inexplicável. Sempre assim. Também sempre gostei de música, de ler, de chocolate, de não fazer nada, de grama. Nunca me lembro dos filmes que vejo, do nome das pessoas e das histórias que me contam. Tenho mania de me perder no meu universo paralelo e de esquecer das coisas inesquecíveis.

Sou ocasionalmente sentimental e sazonalmente criativa. Tenho uns rompantes de coragem, de raiva, de bondade. Minha cor de esmalte favorita muda de acordo com a Lua em Saturno, só acredito em horóscopo quando me é conveniente e às vezes até me dá uma vontade de fazer esporte e ser saudável - é só esperar que ela passa.

Mas sei lá né. Porque, por mais que a minha essência seja imutável, eu tô sempre mudando de idéia. E esquecendo das mentiras que eu conto (pra todo mundo e pra mim mesma).

“(…) A verdade é que eu não desconfiava nada. Eu tinha era raiva daquele pessoal todo, metido a artista de teatro, se elogiando mutuamente e rindo um riso besta. Só a natureza me interessava. A natureza não vive de boca aberta rindo para ninguém, falando inutilidades, nem exagerando gestos. Ela é. Para que insinuar que é, se a sua verdade é a mais expressiva do mundo? E eu pensava: Que besteira! Basta o olhar resvalando aqui e ali, perscrutando e abraçando tudo o que é bom. (…)”
- Lausimar Laus.

“Eu sempre sonho que uma coisa gera,
nunca nada está morto.
O que não parece vivo, aduba.
O que parece estático, espera.”
- Adélia Prado.

“O tempo é uma coisa engraçada. É um futuro que nunca chega, um presente que se arrasta e um passado tão recente. Chega quase a ser irônico.”
- Irena Freitas.